sábado, 18 de maio de 2013

LÁGRIMAS COM DESTORCEDOR

Hoje optei por fazer algumas chumbadas. 
Embora a minha forma me possibilite fazer exemplares de 10, 15, 25 e 35 gramas, fabriquei apenas dos três primeiros moldes.
O modelo da chumbada que fiz é conhecido por Lágrima, devido à sua forma, e nela incorporo um destorcedor simples, o que evita torções na linha aumentando assim a durabilidade da mesma.
É excelente para pescar com e sem bóia, em fundos rochosos e arenosos. Do mesmo modo oferece uma boa aerodinâmica nos lançamentos.
Por tudo isto é um dos modelos mais versáteis e utilizados na pesca.
Para além deste tipo, utilizo também o Tubo, que irei abordar no futuro.
Presentes na foto se encontra um lingote de chumbo, a forma e  as chumbadas feitas de 10, 15 e 25 gramas.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O CARRETO DE PESCA

O carreto de pesca é uma peça de extrema importância e deve formar com a cana um conjunto equilibrado, cómodo, funcional e resistente.
O que mais se adequa à pesca de bóia é o carreto de bobine vertical, porque permite a realização de bons lançamentos e recolhas, um excelente controlo da linha, evita fios emaranhados e facilita a troca de bobines, i.e., linhas de diâmetro diferente.
Interessa que o carreto seja bem construído e sólido, que realize lançamentos e recolhas suaves, sem fricções ou folgas, em esforço ou não, e proporcione uma regulação precisa e segura da embraiagem.
Um carreto pequeno não é necessariamente mais fraco ou menos resistente do que um de maiores dimensões. Na verdade o que  diferencia um do outro é a capacidade da bobine e a recuperação da linha. 
A recolha do fio nos é cedida através da seguinte expressão, por ex: 5:1, significa isto que uma volta completa da manivela, corresponde a 5 voltas da asa-de-cesto. 
No final de um dia de pesca, deve o carreto ser alvo de uma limpeza e lubrificação de acordo com as indicações do fabricante e da necessidade do equipamento. Este será um tema a desenvolver noutra altura.
Os carretos aqui retratados são originais, alguns extremamente raros e estão totalmente operacionais fruto de uma atenção e manutenção adequadas ao longo de 30 anos. São eles: Abu Garcia Suverän S2000M (fabricado na Suécia), Daiwa BG13, Daiwa SS1 (fabricados no Japão), DAM SLS1 (fabricado na Alemanha Ocidental), Shimano KX-I, Shimano Z-I (Fabricados no Japão), Ryobi MX10 (Fabricado no Japão), Zebco 5010, Zebco 6010 (Fabricados no Japão). 
A título de curiosidade o Suverän é considerado o melhor carreto de todos os tempos.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

CANA PARA PESCA À BÓIA

Os modelos mais utilizados na pesca à bóia são as canas telescópicas construídas em carbono, por serem duradouras, de fácil transporte, utilização e arrumação.
Uma cana é considerada boa para pescar à bóia quando é leve, resistente, sem ser  demasiado pesada e rígida ou demasiado leve e flexível.
É necessário ter atenção à acção da cana, que é transmitida em gramas e esse valor deve ser respeitado.
Para além de ser equilibrada, a cana deve possuir um comprimento entre os 5 e os 7 metros, um porta carretos seguro e forte de patilha, passadores que permitam facilmente a passagem da linha, sem atritos e que sejam resistentes ao uso, ao esforço e à erosão provocada pelo mar e pelo ar salgado. 
As canas aqui retratadas são a Power X, de 5m, da Hiro, e a Black Float, de 6m, da NBS.

quinta-feira, 21 de março de 2013

ALCOFA DO PESCADOR

Quanto maior for a qualidade dos apetrechos empregues na pesca, decerto que mais elevada será a satisfação do utilizador e mais alta será a possibilidade de sucesso, porém não será disso que falaremos, pelo que, por agora nomearemos somente as ferramentas que deverão fazer parte da alcofa do pescador de bóia, deixando para mais tarde a descrição de cada uma delas.
Assim sendo indicaremos o seguinte equipamento: cana, carreto, linha, bóia, anzol, destorcedor, chumbada, alicate, xalavar, caixa, desembuchador, faca, pedra de amolar, flutuadores, amortecedores, lanterna, balde, cabo, pisador, concha para o engodo e saco.
Acresce dizer a tudo isto que a eventual qualidade dos artigos acima referidos não fará fé das potencialidades do pescador nem da quantidade das capturas.

segunda-feira, 18 de março de 2013

AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTOS

Uma das formas mais produtivas de evolução pessoal é buscar e adquirir o melhor conhecimento possível. 
Isso poderá ser realizado através da literatura e dos diversos trabalhos publicados para o efeito, daí ter escolhido os dois que ilustram este artigo. Apesar de poderem parecer desactualizados permanecem adequados para quem procura iniciar-se na pesca desportiva ou desenvolver os conhecimentos já adquiridos. A internet também é uma fonte riquíssima, muito acessível e de imensa utilidade, se dela se souber o que procurar e se possuir capacidade para analisar qualitativamente a informação disponibilizada.
Dos apresentados, o primeiro é um DVD, realizado e produzido por Pedro Vieira e Vítor Bragança, em 2005, intitulado PESCA À BÓIA COM LUÍS BATALHA, editado por www.pescaemportugal.com. Já o segundo se trata de um livro, da autoria de Pedro Alves, e data de 1999, com o título A PESCA DA COSTA TÉCNICAS E SEGREDOS, da Editorial Caminho. 
Acredito serem os melhores exemplos nacionais do que se poderá encontrar em Portugal sobre a pesca desportiva e a pesca à bóia em particular, pelo que a informação que farei discorrer neste blogue terá como base o conteúdo desses dois trabalhos.

domingo, 17 de março de 2013

AS LINHAS COM QUE NOS COSEMOS

Ao iniciarmos o tema da pesca desportiva e para que a possamos praticar dentro das normas, necessitamos de tomar conhecimento das regras que a orientam e condicionam.
Nos Açores encontram-se as mesmas insertas no Decreto Legislativo Regional n.º 9/2007/A, de 19 de Abril, conhecido por Regime Jurídico da Pesca Lúdica nas Águas dos Açores, e também nos regemos através do Decreto Regulamentar Regional n.º 14/93/A, de 31 de Julho, quanto à exploração da lapa, como pelas Portarias n.º 63/89, de 29 de Agosto, e n.º 23/92, de 14 de Maio, com as alterações da Portaria n.º 27/2001, de 15 de Janeiro, relativamente à apanha da amêijoa, e pela Portaria n.º 27/2001, de 15 de Janeiro, no que diz respeito ao polvo, enquanto que a exploração dos crustáceos costeiros dos Açores é regulamentada pela Portaria n.º 19/83, de 5 de Maio, relativamente à lagosta, à santola e ao cavaco.
Em suma, não basta conhecer a letra da lei, pelo que os seus preceitos e objectivos de nada nos servirão se não forem praticados.

terça-feira, 12 de março de 2013

PESQUEIRO ALTO

A pesca é uma actividade que a humanidade pratica desde os  primórdios, pelo que seria despropositado da minha parte vir para aqui me arvorar em mestre pescador ou falar de técnicas e segredos. 
Não tenho esse objectivo e muito menos proporcionar uma fonte de informação privilegiada e impessoal a quem me possa ler. 
Que se desengane aquele que pensa ser este um local de vangloria ou de exposição de troféus, também não é isso que pretendo.
Possuo um gosto especial pelo mar e pela pesca desportiva, sobretudo nas vertentes de bóia, jigging e spinning.
Dentro das mais variadas actividades que podem ser desenvolvidas no mar, a piscatória destaca-se e assume um papel relevante na economia familiar, pelo que a culinária será mais um dos temas a desenvolver neste pesqueiro virtual.
Preocupa-me a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade das diferentes espécies.
Apesar de não almejar formar ninguém nestes domínios, gostaria - sim - de proporcionar as bases para que alguém considere alterar os seus comportamentos e pondere fazer-se um melhor utilizador do mar.