domingo, 15 de dezembro de 2013

TUBOS

O Tubo trata-se, muito provavelmente, do melhor formato de chumbada para se utilizar na pesca à bóia.
A montagem é bastante simples e basta passar o fio pelo seu interior, pois é furada em todo o seu comprimento, sendo, por isso, a escolha ideal para se pescar com a linha na vertical, tal como acontece, precisamente, na modalidade de pesca à bóia.
Por outro lado, e por se tratar de um chumbo móvel, se torna mais difícil ficar preso nos fundos marinhos e mais fácil solta-lo, quando isso acontece.
Os tamanhos que constam da foto são de 4, 10, 15 e 20gr.

sábado, 14 de dezembro de 2013

MANUTENÇÃO DO CARRETO DE BOBINE VERTICAL

O carreto de pesca é uma ferramenta mecânica de extrema precisão que, para além de estar sujeita a grandes esforços, é também exposto a condições adversas, pelo que exige uma regular e adequada manutenção.

Condições requeridas:

Uma bancada bem iluminada; Uma toalha sobre a mesma (serve para base de trabalho, mas também para que as peças não rolem sobre a bancada e acabem por perder-se); Uma chave de fendas adequada aos parafusos do carreto; Uma chave de anel adequada à rosca do rotor; Um alicate de pontas; Um recipiente em alumínio; Gasóleo (o gasóleo é excelente para lavar peças mecânicas e engrenagens); Um pincel; Uma escova de dentes; Panos para limpeza e secagem; Spray de silicone; Lubrificante para carretos ( o WD-40 não é lubrificante).

Manutenção Exterior

No final de uma sessão de pesca passar o carreto por água doce corrente; Se já está seco usar água morna; Se não está seco usar água à temperatura normal; Não usar água em pressão ou em jacto, mas sim em forma de chuveiro; O carreto deve estar sempre na vertical, para que a água não atinja directamente as engrenagens sob a bobine e penetre nos mecanismos internos pelo veio ou pinhão central; Depois de passar a água pelo carreto, retirar a bobine e passa-la novamente por água, desta vez visando apenas a zona onde se encontra o fio alojado até se ter a certeza que esta se encontra bem alagada, depois sacudir, deixar secar a bobine na horizontal, para melhor escoamento da água, e passar-lhe um pano seco; Verificar se a massa existente nas molas e nas peças móveis da bobine necessitam de substituição; Não meter água no interior da embraiagem (Drag), mas lubrifica-la com spray ou óleo fino; Passar um pano humedecido em silicone por todo o corpo externo do carreto.

Manutenção Interior
Parte 1 (Manivela e platina)

Desenroscar a manivela; Desaparafusar os parafusos que seguram a platina; Feito isto o acesso ao interior está feito e é só desmontar as engrenagens manualmente; Recomenda-se atenção para a mola do anti-reverse. Estando o anti-reverse activado esta encontra-se sob pressão e pode soltar-se, pelo que é preferível desactivar o anti-reverse antes de desmontar a platina; Devem tirar-se todas as peças móveis e mete-las dentro de um recipiente submersas em gasóleo e lavar o interior do corpo do carreto com gasóleo, usando para isso um pincel e uma escova de dentes; Fazer o mesmo a todas as peças; O objectivo é retirar todos os vestígios da massa antiga; Feito isso, limpar muito bem tudo com um pano seco; Lubrificar as peças móveis com massa lubrificante e monta-las pela ordem inversa.

Parte 2 (Rotor)

Para se desmontar totalmente esta parte, a Parte 1 tem que estar desmontada, porque o veio da bobine irá sair e é na parte 1 que ele se encontra fixo.
Desaparafusar o parafuso que aprisiona a rosca do rotor (alguns carretos possuem outros não); Com a chave de anel desenroscar a rosca; Retirar o rotor; Por baixo dele está o mecanismo que trabalha em conjunto com a asa de cesto, através de uma mola, e a engrenagem que activa o anti-reverse, também através de uma mola e de uma roda dentada. Isto geralmente está aparafusado por 3 ou 4 parafusos; Desaparafusa-los e retirar o mecanismo em bloco (Se se sentirem confiantes podem desmontar esse mecanismo e ver como é, mas se não se sentirem à vontade não o desmontem, apenas o retirem – por vezes não é necessário proceder a essa desmontagem para retirar o veio); Colocar todas as peças móveis no gasóleo, lavar, secar, limpar, lubrificar e montar pela ordem inversa.
É importante reter a posição das molas e como as mesmas estão montadas em relação às peças móveis.

Parte 3 (Asa de cesto)

Ao desaparafusarem as platinas laterais do rotor, tomem cuidado para que as molas aí existentes não se soltem inesperadamente, pois encontram-se em pressão constante.
A platina do lado do rodízio é a mais importante e forte, porque é a que comanda (compreendam como está montada e fixa antes de a retirarem do local).
No outro lado façam o mesmo.
O procedimento repete-se: colocar as peças móveis no gasóleo, lavar, limpar, secar, lubrificar e montar pela ordem inversa.

Parte 4 (Rodízio)

Esta peça é retirada desaparafusando o único parafuso que a fixa (ali não há molas, mas façam-no com cuidado, pois possui peças pequenas – anilhas e rolamento).
Feito isto, o mesmo processo: lavar, limpar, secar, lubrificar, montar pela ordem inversa.
Na lubrificação do rodízio se deve usar apenas spray lubrificante ou óleo muito fino, do tipo que é usado nas máquinas de costura.

Considerações finais

O importante a reter em todo este processo é que há partes no carreto que trabalham sob pressão de molas, que podem “voar” quando menos se espera, dai ser necessário desmontar tudo com cuidado, calma e método; Não se deve “afogar” as peças em massa lubrificante; Ajuda possuir o esquema do carreto e aconselha-se fotografar as partes antes de se passar à sua desmontagem; O funcionamento e disposição das peças móveis nos carretos de bobine vertical é simples e muito semelhante em todos os modelos.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

SHIMANO STRADIC CI4

O Stradic CI4, fabricado pela Shimano, veio substituir o Stradic FJ e antecede o actual Stradic CI4+.
"CI" significa Interfusão de Carbono e o "4" a quantidade de electrões existentes no átomo de carbono. 
Na prática trata-se de um material composto, reforçado por fibras de carbono, que lhe dá um corpo leve, equilibrado e de extrema resistência.
Só veio com uma bobine, que é em alumínio anodizado.
A maçaneta apresenta-se  num material igualmente inovador que, à semelhança do CI4, provém da tecnologia espacial, designado por EVA, derivado de Etileno-Acetato de Vinila, muito mais confortável que a madeira e o plástico.
Está preparado para o mar, sendo especialmente desenhado para trabalhar com linhas de muita sensibilidade. É detentor de uma formidável estanquidade, solidez de mecanismos, suavidade das engrenagens, elevada performance, tanto nos lançamentos como nas recolhas, e dotado de um excepcional "drag" que o torna num carreto agradável de usar.

sábado, 7 de dezembro de 2013

O ENGODO

O uso de engodo na pesca atrai mais facilmente o peixe ao pesqueiro e possibilita um maior número de capturas, mas para usa-lo é necessário proceder-se correctamente, e, isso exige algum conhecimento da parte do pescador, que passa por compreender as correntes existentes, por adequar a sua quantidade e a sua densidade, por saber coloca-lo e por usar um engodo apropriado à espécie alvo.
Na imagem se encontra retratada uma colher e um pisador. Este último, até há cerca de 10 anos, não era comum encontrar-se nas casas de artigos de pesca, pelo que o mandei fazer na altura e ainda serve, precisamente, para pisar aquilo que pretendo transformar em engodo.